O cenário pode mudar a depender da análise do recurso em Brasília.

Ao determinar a volta do pagamento em abril, o juiz de primeira instância Guilherme Becker Atherino afirmou que a Justiça criminal havia suspendido apenas as funções públicas do vereador, sem determinar o corte do salário.

Na época, o juiz ainda destacou que a suspensão dos pagamentos só ocorre após decisão judicial definitiva sobre a prática do crime em que o parlamentar é acusado.

Na ação, a defesa de Cássio ainda trouxe uma carta escrita à mão pela esposa dele, que diz depender integralmente do salário do marido para arcar com as despesas da família.

Vereador Cássio Fala Pira é acompanhado por policial após prisão — Foto: Reprodução/ EPTV
Vereador Cássio Fala Pira é acompanhado por policial após prisão — Foto: Reprodução/ EPTV

Relembre o caso
Cássio Fala Pira está preso preventivamente desde dezembro de 2025. O vereador foi denunciado na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) por estupro e importunação sexual.

Segundo relatos das vítimas, parte dos abusos teria ocorrido no gabinete do vereador na Câmara Municipal.

Em um dos casos, uma mulher afirmou que teve partes íntimas tocadas à força depois de procurar o político para pedir ajuda na busca por emprego. Em outro relato, uma denunciante disse ter sofrido abusos após Cássio oferecer uma cesta básica.

Desde a prisão, a defesa do vereador nega as acusações. Em notas públicas, os advogados disseram receber a prisão com “perplexidade” e classificaram as acusações como “ilações infundadas e midiáticas, destituídas de provas materiais ou circunstanciais”.

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